quinta-feira, 3 de julho de 2008

Efemeridades

Gosto de reencontrar as pessoas depois de um certo tempo de distanciamento. É sempre bastante legal cruzar casualmente com alguém na rua após alguns meses sem encontrá-la, e sempre acabo me sentindo... sei lá, bem animado com esses encontros casuais.

Um dia desses, não faz muito tempo, encontrei a Maria. Não lembro direitinho a história, mas eu tinha ido a um sítio de não-sei-quem e, durante a noite, tinha levantado para beber água e trombei com ela. Passamos o resto da noite conversando, dando risada... foi legal, ela com a voz rouca dela e eu com as minhas piadas sem graça.

Passou algum tempo e, certo dia, uma ex me ligou e disse que tinha me visto na rua naquela tarde. “Você estava sentado no escadão da Paulista lendo um livro, sei lá. Não fui falar com você porque estava atrasada para o trabalho, mas me deu vontade de parar para conversar”.

Foi aí que eu me lembrei que também a havia visto naquela tarde e preferi não ir atrás, mas desconversei: “Puxa! Não te vi, , que pena... queria mesmo ter falado com você. Mas tudo bem, fiquei contente por saber que você não me apagou por completo da tua vida”, rebati. “Magina, nunca que eu faria isso”, ela treplicou. E... bom, não lembro mais o que aconteceu.

Tive vários encontros como esses dois nos últimos dias, mas os citados são os únicos dos quais eu me lembro - e dos quais gostei de que tivessem acontecido. Como disse antes, é sempre bom rever certas pessoas depois de um tempo.

Mais legal ainda é quando os encontros casuais acontecem da mesma forma como ambos aconteceram: na calada da noite, durante o meu sono. Sim, sonhei esses dois encontros. E no fundo foi bom que tenham acontecido: acordei com a sensação de que tinha de fato reencontrado tanto a Maria como essa minha ex; matou um pouco a saudade.

E os encontros sonhados têm o lado bom de serem efêmeros. No final de semana seguinte, você não fica com aquela responsabilidade de levar a cabo aquela promessa feita na hora da despedida: “E nesse final de semana, vamos fazer alguma coisa? Pô, me liga”.

A única coisa que resta a fazer é acordar, esfregar os olhos, bocejar, espreguiçar, levantar da cama, tentar se lembrar de algum detalhe do sonho... e, como já dizia o Paul, mentalizar: “It’s just another day, du du du du du du”.

2 comentários:

Boninha disse...

Acabei de acordar, esfregar os olhos, bocejar, espreguiçar, levantar da cama... e não consigo me lembrar de detalhe nenhum, de sonho nenhum.

Humpf. =/

Ps - Sim, são 07:12 da manhã.

Fábio disse...

Reencontros inesperados são sempre (tá bom, vai, quase sempre) muito bacanas, mesmo em sonhos.

E adorei a citação ao Paul!