segunda-feira, 21 de julho de 2008

Dónde está Wally? (Novidades argentinas)

Buenos Aires (Argentina) - Um dia desses a Carol Canossa disse que, do jeito que a má sorte estava me rondando, era bem capaz que uma guerra estourasse aqui em Buenos Aires durante a minha estadia pela capital argentina. Curiosamente, no dia seguinte, estava tomando um suco com a Debbie, a suíça, e ela pediu para que eu traduzisse a notícia que estava passando na televisão.

Naquele dia, 225 mil pessoas saíram às ruas aqui em Buenos Aires, tomaram quase todo o bairro de Palermo e protestaram. Protestaram muito, passaram o dia inteiro protestando. No dia seguinte, comprei um La Nación para me inteirar do assunto: pelo que entendi, o governo estava aumentando impostos contra os produtores rurais, que por sua vez pediam um aumento não tão grande. Como não houve acordo, panelaço. Mas em enormes proporções. Depois, tudo ficou mais calmo.

Outra coisa que vem chamando a atenção aqui em Buenos Aires é o show do Los Fabullosos Cadillacs, uma das maiores bandas de rock argentino. Outdoors pela cidade inteira informam que em 12 de dezembro os Fabulosos vão fazer um show no Monumental de Núñez, o maior estádio de futebol da Argentina. Já tinha ouvido falar dessa banda, mas nunca ouvi uma música deles. Boa chance de tentar, não?

Os outdoors também dão conta de que a Soledad está lançando um novo disco, chamado Folklore. A Soledad é uma argentina bem bonita, mas não creio que o novo álbum dela vá me interessar. Pois bem.

Mas o que mais me chamou mesmo nos cartazes publicitários nas ruas da Argentina é a idolatria que se tem pelo Emanuel Ginóbili, que joga na NBA. Inúmeros outdoors diferentes mostram o magrelo narigudo sempre com os dizeres ‘Viví Manu’ ou ‘Jugá Ginóbili’. Não tem um lugar que não tenha uma foto do Ginóbili.

Em lojas de souvenires e artigos esportivos, a idolatria pelo Ginóbili continua. As regatas # 20 do San Antonio Spurs estão sempre penduradas ao lado das de Maradona. Assim como as miniaturas de estante do Manu estão sempre próximas às de Carlos Gardel ou do próprio Maradona.

Riquelme? Aimar? Messi, Tevez? Bom, aqui eles são sim bastante conhecidos. Mas quem é o ídolo mesmo é o Manu Ginóbili. Interessante saber. Assim como foi uma grata surpresa ver que todos os jornais por aqui reservam duas páginas do caderno de esportes para mostrar os resultados dos principais argentinos no circuito profissional. E no Brasil, creio que quase ninguém sabe quem são Leandrinho Barbosa, Nenê Hilário, Anderson Varejão, Thomaz Bellucci ou Marcos Daniel...

Enquanto isso, tento me informar de alguma forma do que rola do outro lado das cataratas do Iguaçu. E não me entra na cabeça que a Dercy Gonçalves morreu. Só pode ser pegadinha.

4 comentários:

Fábio disse...

Juro que também tô meio desconfiado dessa morte da Dercy. Será possível?

Carolina Maria, a Canossa disse...

Você querer comprarar o Belucci e o Marcos Daniel com o Ginóbili só pode ser piada, né? Por pesamentos como este é que o destino te prega tantas peças... :-P

Fábio disse...

Hahaha, é verdade... Não ia falar nada, mas já que a Carol tocou no assunto... Essa foi demais mesmo! ;)

Alemão disse...

Cara,

Seu blog tá sendo mencionado até no curso de Jornalismo Esportivo Online do Comunique-se!

Uhu, seria Nene Hilario parente do terceiro goleiro do Chelsea?