sexta-feira, 4 de julho de 2008

Dubieade

Dúbio é uma palavra bacana, que tem um som bem legal. Por mais que uma pessoa não saiba o que está dizendo em alguma conversa, e ‘dúbio’ é lançada eu geralmente acabo dando um pouco de crédito para o interlocutor. “Poxa, ele falou dúbio... deve ter um vocabulário bacana”.

Para quem não sabe, o Cavaleiro com Solitária vem por meio desta explicar, antes de continuar o relato: dúbio, segundo o Tio Aurélio do meu irmão, quer dizer: duvidoso, incerto, ambíguo; difícil de explicar ou definir. O Word ainda dá mais alguns sinônimos: impreciso, equívoco, além do sensacional anfibológico. Anfibológico me lembra um sapo em uma aula de biologia, mas não alguma coisa dúbia.

Mas voltando. Gosto da palavra dúbio, mas nunca a usei, seja em um texto escrito para o trabalho, para a faculdade, para este blog, em papos por MSN, em mensagens de celular, em recados do Orkut e muito menos em conversas ao vivo. Isso sim é dubiedade: gostar de uma palavra e jamais tê-la usado.

Para isso, contudo, há uma explicação: nunca lembro da palavra ‘dúbio’ quando penso em dizê-la, ou escrevê-la. Não sei por que, mas as letras fogem da minha cabeça, embaralham-se de tal forma que eu só consigo pensar em ‘bíguo’ ou ‘dual’. Se juntar as duas certamente se obtém algo parecido a ‘dúbio’, mas... não é o dúbio de fato.

Aproveito, agora, para inaugurar o uso do ‘dúbio’ na minha vida escrita. Justamente no momento em que eu quebrava a cabeça para produzir alguma cascata partindo das palavras ‘paulatinamente’ ou ‘silviídeo’, um texto sobre o ‘dúbio’.

Dual isso, né? Digo... dúbio, não?

Um comentário:

Fábio disse...

Taí um forte candidato a nome do meu filho: Dúbio. Parecido com Delúbio, ué!