sábado, 12 de julho de 2008

Dónde está Wally? (Sala de embarque)

Guarulhos (SP) - Eram 19h01 quando levantei da minha cadeira no trabalho. “Sem nem um minuto a mais, é com prazer que me despeço de vós e volto um pouquinho antes de Pequim”, resumi. Sim, depois de exatos 19 meses, consegui meus primeiros 16 dias de férias. E com tudo planejado (bem às pressas, admito), estava livre para partir rumo à minha 12ª viagem.

Mas mesmo ‘experiente’ - foram quatro viagens apenas em 2008 (São José dos Campos, São José dos Campos, Tatuí e Porto Alegre) , um recorde para quem conheceu o mar com quase 13 anos) -, percebi à noite que a vivência não tinha feito com que um medo antigo se apoderasse de mim. Não bem um medo, mas uma ligeira insegurança. Eu explico.

Foi com a Bonie que comentei algo semelhante. Sempre criei estigmas em torno das minhas primeiras viagens, e passava as vésperas com algo que se assemelha à ansiedade. “A última vez que tomo banho em casa, o último almoço, a última noite na cama...”. Sempre pensava isso nos dias que antecediam as viagens, e isso me deixava com uma saudade enorme por antecipação.

Nas minhas últimas cinco viagens não havia vivido essa sensação de novo, mas na madrugada de ontem percebi que tinha ‘tomado o último banho’, ‘feito a última refeição’, ‘deitado na cama pela última vez’. Uma droga. Tanto que fiquei acordado até bem tarde, e apenas duas horas foram reservadas para o sono.

Acordei já bem mais... ahn, tranqüilo. Mas como complicação é meu sobrenome, vivi meu primeiro dessabor ainda em São Paulo. Foi por pouco que não perdi o traslado da TAM entre Congonhas e Guarulhos, mas embarquei no ônibus aos 45 do segundo tempo e consegui chegar a tempo aqui em Cumbica.

Ainda passei duas horas contadas na fila do check-in internacional. Até bati um papo com um tiozão uruguaio, que estava morrendo de medo de perder o vôo. Tanto que, quando foi chamado às pressas para despachar as bagagens, sequer me deu um ‘até logo’. Humpf.

Mas consegui fazer tudo a tempo de ainda dar uma passadinha na casa de câmbio do aeroporto e pegar uns trocados. E tive a sensação de dar meu rico dinheirinho para a moça do guichê e receber três notas sem valor, nada mais do que papel. O dinheiro só tem valor para quem o usa diariamente, e como nunca paguei nada em pesos, senti que estava com apenas três contra-vales para serem gastos por aí.

Agora estou na sala de embarque, e a comissária está chamando os passageiros de classe econômica do vôo 8010 para embarcarem. Devo desembarcar rumo ao meu resort de férias dentro de algumas três horas. Prometo voltar com as minhas primeiras impressões de um país estrangeiro.

Arrivederte!
(Ops, acho que não é assim que se fala tchau em espanhol. Tudo bem: nas próximas duas semanas, devo fazer várias miscelâneas lingüísticas).

Um comentário:

Boninha disse...

Masó, fui citada :0)

Então... por que será que eu sabia que você ia quase se atrasar? hahaha

Meus pais chegaram às 8, me acordaram às 9, às 10, às 11... quase meio-dia é que me dignei a sair da cama. Adoro receber presentes quando as pessoas voltam de viagem :D E ver fotos também... ops =X

Well, have fun, ou seja lá como for que se diz isso emj espanhol.