segunda-feira, 5 de maio de 2008

De fato, campeão

Fazia um tempo e tanto que não tinha uma grande emoção no futebol. A última talvez tenha acontecido em 30 de junho de 2002, dia da final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha. De lá para cá...

Admito que torço para um time que não me deu muitos motivos para sorrir na década de 2000. Depois de ganhar o Torneio Rio-São Paulo de 2000 (último grande título do clube alviverde), perdeu o patrocínio da Parmalat, teve um desmanche no elenco abastado de estrelas e deu vexame atrás de vexame. Listemo-los:

. 2001: de líder do Brasileirão no primeiro turno e franco-favorito para a classificação às quartas-de-final a maior decepção do torneio, ficando de fora da fase eliminatória.
. 2002: eliminação na primeira rodada da Copa do Brasil para o ASA de Arapiraca e rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.
. 2003: derrota por 7 a 2 para o Vitória nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
. 2004: eliminação nas semifinais do Paulistão ante o Paulista de Jundiaí e nas quartas-de-final da Copa do Brasil, diante do Santo André em pleno Palestra Itália. Além disso, o clube vendeu o Vagner Love, maior revelação alviverde depois do Marcos.
. 2005 e 2006: eliminações para o São Paulo nas oitavas-de-final da Libertadores. Em 2006, o time por pouco não foi rebaixado para a Série B novamente.
. 2007: não-classificação para a Libertadores de 2008 graças à derrota por 3 a 1 para o Atlético-MG na última rodada, novamente no Parque Antártica.

Ou seja, fazia um tempo e tanto que meu time de coração não me alegrava. Mas este ano, com o início da parceria com a Traffic, as chegadas da Fiat e do Wanderley Luxemburgo me deixaram um bocado mais otimista. A ponto de ir à estréia contra o Sertãozinho em Barueri – com Allan, Mané, Tomi, Luquinhas e Renata – e em mais dois jogos na primeira fase (contra Rio Preto e Ponte Preta), além de ter trabalhado no clássico com o Corinthians.

A classificação do Palmeiras para a final do Paulistão me motivou a aproveitar o domingo de folga e acompanhar de perto a primeira final que o time disputava desde a decisão da Copa dos Campeões de 2000. E embora tivesse adquirido um certo ceticismo em relação ao futebol depois de tantas decepções com o meu time e de começar a trabalhar na área, tive uma das maiores catarses futebolísticas de toda a minha vida.

Podem falar o que for: o título não viria sem as parcerias (alguém mais maldoso poderia chamar o time alviverde de Traffic/Fiat/Palmeiras, lembrando clubes de vôlei e basquete lotados de patrocinadores para não serem fechados) ou então muito menos sem o Luxemburgo (sem ele no time, o Palmeiras não fatura um troféu estadual desde 1976 - há 32 anos!) e a torcida ficaria mais muitos anos na fila. Reconheço tudo isso, mas, por ora, não me importo.

Por quê? Ora, vi cinco gols em um estádio lotado, acendi sinalizadores, desentalei o grito de campeão, tremulei bandeiras na Turiassu após o jogo e, voltando para casa de carona com o Chitão, fiz buzinaço e perdi o pouco que me restava de voz ao entoar o hino do Palmeiras.

Resumindo: fui campeão!

Foto: Marcos Ribolli/Globo

2 comentários:

Fábio disse...

Parabéns pelo Paulistinha, cara.

;)

Mas eu tô no clima do Maraca ainda, pô... O Mengão é foda! E a torcida do Mengão é mais foda ainda!

Lui disse...

Já respondi tudo no meu blog, então só vou repetir que todo palmeirense é chato (menos a namorada do Fábio).

PONTE PRETA SEMPRE SEMPRE
NA DERROTA OU NA VITÓRIAAAA

Hahahaha...o hino da Ponte é mil vezes melhor.