quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Auto-(des)conhecimento

Não sei me definir muito bem, mas quem sabe?

Não sei exatamente se sou tímido exagerado ou moderado. Se sou extrovertido nos momentos oportunos ou um cara que dá sorte quando tenta uma tirada de humor. Pra falar a verdade, também não sei se sou divertido ou um mala que banca o engraçadinho.

Outra coisa que eu não sei é se sou um cara meio sozinho ou que apenas gosta de passar grande parte do tempo consigo mesmo. E nem sei se sou um bom observador ou se dou sorte com alguma idéia que atormenta a minha cabeça.

Tsc. O que eu estou falando? Não sei nem dizer se sou ligeiramente depressivo ou se não sei aproveitar muito bem os momentos mais alegres. Às vezes fico em dúvida se sou um sonhador ou um inocente. Ou se sou pessimista ou azarado. Bah, não sei nem se me sinto melhor com ou sem barba.

Acho que tenho todas essas incertezas porque... sei lá, tenho uma facilidade enorme de mudar de humor em pouquíssimo tempo. Consigo ficar extremamente chateado e de péssimo humor por algum motivo idiota, me animar instantaneamente a ponto de quase explodir a troco de algo não lá muito significativo... e depois ver qualquer coisa que me deprime de novo. E deixar o ciclo se reiniciar. Todos os dias por mais 20 anos.

Esses ciclos são engraçados, até (seriam mais se não tivessem acontecido comigo, claro). Já houve uma vez em que consegui sair de uma das minhas fases mais obscuras e, em pouquíssimo tempo, viver talvez o momento mais empolgante até hoje. Também já consegui viver o feriado mais insano e intenso, que também se tornou o mais deprimente. Histórias.

Nos últimos momentos, também não soube se queria mesmo continuar escrevendo toda essa baboseira ou se isso estava realmente interessante. Sei lá, continuo até o próximo lapso.

Não sei por que diabos tenho uma intuição que às vezes me diz “não faça isso, idiota, vai ser melhor”. Mas eu não a ouço, banco o teimoso e... e acabo percebendo que tenho uma ótima intuição.

E então...

... e então eu me pergunto se sou mesmo um fracasso com o sexo feminino ou se apenas escolho as mulheres erradas.

2 comentários:

Fábio disse...

Já cheguei à conclusão (óbvia) de que as mulheres são seres indecifráveis mesmo - menos para o Chico Buarque, é claro. Mas tá aí um pouco do charme delas, né?

Boninha disse...

Eu sempre escolho os caras errados. Ou eles é que me escolhem erradamente, sei lá.

(Ok, eu sou esquisitinha, mas isso não vem ao caso).

Acho que isso deve ter algo a ver com mudar de humor com facilidade, ou gostar de passar muito tempo sozinho, ou ainda ser tímido e extrovertido ao mesmo tempo. E mais ainda com ser mala e bancar o engraçadinho! Você me entende, imagino. :)