terça-feira, 8 de abril de 2008

O casamento de uma antiga paixão

Tive recentemente um reencontro com uma antiga paixão e fui pego com uma notícia assaz surpreendente: ela estava namorando. A novidade, claro, me gelou de cima a baixo.

Não pelo fato de ela estar com um cara – era justo ela estar com alguém depois de tanto tempo (até porque eu mesmo já tinha vivido algumas outras paixonites por aí nesse meio-tempo) –, mas sim porque não estava preparado para ouvir quem era o cara: ninguém menos do que Andy Roddick, tenista norte-americano atual número seis do mundo.

OK, um antigo casinho meu estava saindo com o Roddick? Não, não era possível. Voltei para casa tentando colocar a cabeça no lugar e deixar o tempo passar. O tempo de fato passou, e quando dei por mim estava de havaianas, bermuda e camiseta em um banco de igreja. Coincidentemente, com a família da minha antiga paixão.

“Que bom que você veio, Felipe! Ó, esse banco aqui da frente é para a família da noiva. Eu sento aqui, o pai ali, a irmã dela senta aqui... e ela senta aí na sua frente, tá?”. Não entendi muito bem por que a minha antiga paixão iria se sentar à minha frente em pleno casamento dela, mas não fiz oposição. Apenas apoiei a perna esquerda sobre a coxa direita e esperei a cerimônia começar.

Então a marcha nupcial soou. Ela, acompanhada pelo pai, foi deixada no altar (não, não precisou sentar-se na cadeira em frente à minha) e eu a olhei pela primeira vez após tanto tempo. Estava linda, linda como antes. Cabelo, olhos, rosto, corpo... linda, linda! Eu mesmo comecei a me imaginar de smoking entrando na igreja, pronto para receber essa antiga paixão para o resto dos meus dias.

Mas acordei do devaneio quando a mãe dela me chamou a atenção: “Olha, o Peer vai entrar. Olha!”. Não pude deixar de perguntar: “Peer? Mas ela não ia se casar com o Andy Roddick?”. “Não, não... ela terminou com o Roddick há duas semanas e conheceu esse cara holandês, o Peer. Gostou tanto dele que vão se casar”.

Peraí!? Ela estava namorando o Andy Roddick e tinha terminado pra casar em menos de 15 dias com um holandês chamado Peer? E por que diabos ela tinha entrado antes na igreja, e não o tal holandês? E o que eu estava fazendo no casamento dela? Aliás, o que eu estava fazendo em um casamento de chinelos e bermuda?

Eram incertezas demais para mim. Por sorte, abri os olhos e vi que estava na minha cama. Na televisão, a vinheta anunciava que Padrinhos Mágicos estava prestes a começar. Ou seja, tinha sido apenas um sonho. Bem maluco, mas um sonho.

Menos mau.

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Em solidariedade ao Mané, o primeiro a ouvir tal relato esdrúxulo de um sonho vivido por mim e que não me achou tão louco. E um dos poucos que já sonhou bater bola com Rafael Nadal e marcar um golaço de pênalti na Xuxa.

2 comentários:

Fábio disse...

Pô, o cara ganhou do Federer na semana passada e agora pega a sua ex-namorada? Que fase!

Mas eu já tinha sacado que era um sonho. Também vivo tendo sonhos bizarros assim, principalmente nos últimos dias.

juliana moura disse...

graaande felipe held...

teu sonho me inspira a sonhar. hahaha

te cuida com a terça-feira. :p