sábado, 23 de fevereiro de 2008

Um bom filme, versão dublada

Costumo fazer várias associações estranhas a respeito da minha vida, e desta vez não foi lá muito diferente. Mas vamos começar, claro, pelo começo.

Quando decidi prestar vestibular para a faculdade que eu curso hoje, fiquei sabendo que deveria ver O show de Truman. E meu irmão, caçula, aprovou: “esse filme é bom, você vai gostar”. Arrogante confesso, duvidei. Assim como duvidei quando o caçula me recomendou o melhor livro que já li até hoje: Olhai os lírios do campo, do Veríssimo pai.

E ao ver O show de Truman em uma tarde de novembro nos distantes idos de 2005, reconheço que fiquei tocado. Acabei me deparando com um filme sensacional, fora do comum, visto por mim duas vezes no mesmo dia (algo único até hoje).

Depois assisti ao filme mais várias vezes, com legendas em português, em inglês ou até mesmo só com áudio em inglês. Estudo para as provas de listening das aulinhas de inglês.

Liguei a TV hoje ao voltar para casa depois de tomar umas e outras e me deparei com o filme passando na Globo, na versão dublada. Foi algo estranho: sabia praticamente todas as falas, todas as seqüências de imagens. Mas as vozes dos atores, a falta de entonação... enfim, o conjunto em si me causou uma estranheza enorme.

Estranho? Vou tentar simplificar. Sabe aquela sensação de reencontrar o melhor amigo depois de muito tempo, mas ter o ‘azar’ de se reencontrar com ele no meio de muita gente? Pois bem...

Fazia tempo que eu não via O show de Truman. Uns seis meses, pra falar a verdade. E rever todas as cenas, as seqüências e tal com vozes completamente diferentes foi algo que me remeteu à mesma sensação: a imagem é a mesma, o filme é o mesmo, mas... algo está estranho. Você até tenta mostrar as mesmas, digamos, emoções ao filme, mas é como se houvesse discrepâncias.

Imagino que reencontrar o melhor amigo depois de muito, muito tempo, mas em meio a muitas pessoas seja algo semelhante. Querendo ou não, o amigo está lá e a imagem, as recordações, as lembraças também são todas as mesmas.

Só que há coisas diferentes. Talvez as emoções. A multidão intimida. No cinema, a falta de sincronia entre falas e o movimento das bocas dos atores causa estranheza. As esperanças, os dias, o mundo... tudo se torna diferente por um momento, seja no filme como na amizade.

Dependendo da pessoa, é possível até que role uma crise existencial. Vai saber...

4 comentários:

Lucy in the Sky disse...

:(
Faz eu chorar, faz!
Antes de Carol, eu tinha uma melhor amiga que me acompanhava desde as fraldas.
Brincávamos juntas todos os dias, logo depois estudamos juntas no mesmo colégio, na mesma sala... Essa parceria durou anos, até que um dia ela decidiu ficar um ano nos EUA... nunca mais voltou!
No começo nos falávamos sempre, chorávamos de saudade, quase fui para lá umas duzentas vezes, ela quase veio para cá umas trezentas vezes, mas nunca rolou.
Hoje recebi um e-mail dela frio, distante, como se eu fosse apenas uma conhecida...
Realmente, aquele filme de sempre, que marcou a sua vida, só que na versão dublada...
Triste :ó(

Fábio disse...

Pô, O Show de Truman é ótimo mesmo. Jim Carrey em sua melhor forma!

Anônimo disse...

Encontrei por um acaso seu blog e gostaria de parabenizá-lo!!
"Olhai os lírios do campo" me chamou a atenção pelo nome lindo que tem o livro... e qdo se lê percebemos que sua história é mais bonita que o título.
Nunca assisti ao Show de Truman mas já anotei o nome para confirmar se bom gosto... rs
Boa semana. até mais!!

Anônimo disse...

Encontrei um grande amigo sexta-feira. Apesar de estudarmos na Cásper - eu no 5º andar e ele no 6º - não nos víamos desde novembro, quando parei de ir pra facu.
Abraçamo-nos como velhos amigos, mesmo que com 20 poucos anos, e relembramos no abraço todas as história e lágrimas que dividimos juntos. Pelo olhar dele, pude perceber que pensava o mesmo que eu: que saudade!como você mudou!
Mas, continuamos a falar sobre a formatura.

Ele é um daqueles amigos que eu posso ligar daqui 5 anos, e ele se lembrará de mim depois de algumas palavras. Eu sou aquela amiga que é a primeira a ligar no aniversário dele.

Beijo Held.