sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Sobre as mãos femininas

Alguns dias atrás, estive trocando alguns recados no Orkut com a misteriosa porém simpaticíssima Lucy (que passará a partir desta data a fazer parte da seção ‘Valem o dobrão’ deste humilde blog), dentre outras coisas, sobre músicas dos Beatles.

Com a dúvida de ter deixado de citar uma ou outra música, fui para o trabalho no dia seguinte ouvindo a banda de Liverpool e, quando saí da estação do metrô e começou a tocar I wanna hold your hand, tive uma sensação estranha.

Foi automático: assim que o refrão começou a tocar, tive algo semelhante àquilo que se sente ao segurar a mão de uma garota. Algo que, indiscutivelmente, não tem comparação.

É claro que não vou me lembrar agora da primeira vez em que senti um arrepio ao pegar a mão de uma menina, mas isso não tira o mérito da questão e nem das minhas respostas naturais quando tenho uma mão feminina entre as minhas. É alguma coisa parecida com aquilo que o John e o Paul cantavam: And when I touch you I feel happy inside. Is such a feeling that, my love, I can’t hide. Genial.

Preciso confessar: a primeira coisa que noto ao segurar a mão de uma garota é a textura da pele, sempre macia. Algo tão... tão fora do comum que, certamente, aliviaria todas as dores possíveis. Tão fora desse mundo que são poucas as sensações melhores do que sentir essa mão afagando seu rosto.

Já os dedos, pequenos e frágeis, são paradoxais: Eles escondem toda a segurança e a firmeza que sua dona muitas vezes tenta transparecer. Só que, quando os dedos tentam mostrar firmeza, apertando-se entre os meus, geralmente a sua dona já deixou manifestar toda a sua insegurança. Sentir uma garota apertar a sua mão com quase toda a força possível que ela pode fazer é algo que trespassa uma responsabilidade enorme a um homem.

Essa história sobre mãos femininas já influenciou um relacionamento (ou quase isso) meu. Não faz muito tempo assim, saí com uma garota e, durante boa parte desse nosso primeiro encontro, ficamos de mãos dadas. Só desfizemos nossa união aparente para irmos embora quando ela se segurou aos meus braços, já meio alta.

Um pouco tempo depois, voltei a sair com a garota, mas apenas para, sei lá, jantarmos e colocarmos o assunto em dia. Na hora de nos despedirmos, contudo, apertamos as mãos. As dela, delicadas e sensíveis em nosso primeiro encontro, naquele dia estavam extremamente secas e ásperas desta vez. Senti que não deveríamos mais nos reencontrar.

Não, não tenho uma tara por mãos. Já me apaixonei por garotas sem jamais ter segurado suas mãos e já me desinteressei facilmente por garotas que tinham uma mão pequena, macia e frágil. Mas que I wanna hold your hand vai ser incessantemente tocada no meu fone de ouvido já bem mambembe nos próximos dias, isso vai.

4 comentários:

Mané disse...

Se fosse por pés, eu diria que você é um tarado.

Mas mão de mulher é mesmo um negócio fora do comum.

Fábio disse...

Taras com mãos e pés à parte (e faço minhas as palavras do Mané), deixo a pergunta: "habemus" beatlemaníaco por aqui, é?

Poucas coisas no mundo, pouquíssimas mesmo, são melhores que os Fab Four. Talvez só sexo, futebol, o São Paulo Futebol Clube, Anos Incríveis e as novelas do Maneco.

Já foi a algum show do Beatles 4Ever? Eles vivem se apresentando no Crowne Plaza, quase toda semana. Nos meus tempos de Cásper, vivia batendo cartão por lá...

Lucy in the Sky disse...

Que honra figurar aqui em seu blog, companheiro de mimimimi! hahahaha
Obrigada por colocar meu humilde blog na seção "Valem o dobrão", fico lisonjeada! :*

Uau! Que fantástico! Conversamos sobre as melhores músicas, logo depois você ouviu I wanna hold your hand e divagou sobre as mãos femininas e sobre a mão da guria...
Que bonito esse texto, Fê!
Parabéns!

Bem, eu gosto de mãos masculinas. É a segunda coisa que eu reparo em um homem.
E para mim andar de mãos dadas é uma das demonstrações de carinho mais fofas que existem...
Acho fundamental!

Eu escuto Beatles pelo menos uma vez ao dia... é vício! E dos saudáveis ;]

Anônimo disse...

Eu também gostos das mãos masculinas. É, de fato, a 2ª coisa que reparo em um homem. A primeira, é o brilho do olhar.

Held, esse texto está lindo.
Beijo.