segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Lugares (in)comuns

O mundo tem se tornado um lugar bem esquisito nos últimos tempos.

Costumo dizer para algumas pessoas mais íntimas que o mundo é estranho. Tão estranho que tem se tornado bastante previsível de uns tempos para cá.

Verdade. Basta ver que, em novembro, a velha profecia se realizou e um dia extremamente seco se converteu em uma chuva torrencial apenas porque era 2 de novembro.

Algum tempo atrás, também tive a sensação de que encontraria uma antiga amiga no metrô só porque tinha sonhado com ela na noite anterior. Daí pra mais. Algumas pessoas mais próximas sabem certos detalhes incrivelmente bizarros do meu dia-a-dia.

Enfim. São inúmeras aventuras e desventuras, vários entendimentos e desentendimentos. Tudo muito inusitado, engraçado, triste, broxante. Várias coisas ao mesmo tempo. Mas nada tão bizarro que se compare a algo como isso:

Durante o fim da minha infância até a metade da minha adolescência, tive um grande amigo. Vivemos muitas coisas juntos: começamos a beber, conhecemos garotas, namoramos algumas dessas garotas, desabafávamos, reclamávamos da vida, conhecíamos lugares novos. Chegamos até a viajar – o que, para uma pessoa que viajou raríssimas vezes como eu, é algo que coroa uma amizade (já falei dele aqui).

Mas como toda amizade que começa na infância, acabou perdendo a intensidade e praticamente terminou. Chegamos a nos encontrar pela rua depois de um tempo (aliás, nos dois últimos de nossos encontros casuais, tive a sensação de que o encontraria). Só que nossa amizade não foi reatada. E ele acabou indo viver em Minas.

Até que hoje conectei no MSN e alguns instantes depois ele também conectou. Não sei por que, tive vontade de mandar uma mensagem para ele. Antes de digitar alguma coisa, vi que na data da nossa última conversa, eu falei que tinha acabado de ser aprovado no estágio na Gazeta.

Ao ver que já fazia um ano que não nos falávamos, acabei não mandando nada naquele momento. No entanto, mantive uns dois ou três assuntos paralelos durante a noite, mas com quatro janelas abertas. Ainda pensava em tentar falar alguma coisa com ele.

Minhas três companhias virtuais foram dormir praticamente ao mesmo tempo. Fui fechando as janelas uma a uma, até que... até que, na hora de fechar a janela da conversa não iniciada com o tal amigo, o impensado: “Carlos !! diz: aíí heldekaa!” A mesma saudação idiota de anos atrás. Impensado, impossível, improvável. E extremamente engraçado.

E que apenas justifica a minha tese inicial: o mundo tem se tornado um lugar bem esquisito nos últimos tempos. E bota esquisito nisso.

Atualizado (1h09): Apesar de ter que acordar às 6h45 na terça-feira, não consegui dormir cedo. Para gastar meu tempo de insônia, decidi assistir a alguns episódios de Seinfeld. Antes de chegar ao AV 2 da televisão, passei pelo SBT e qual não foi a minha surpresa ao ver dezenas de modelos boazudíssimas de biquíni rebolando ao som do hino do Palmeiras. Bizarro; o mundo continua bizarro.

Atualizado II (1h11): Não bastasse ver as modelos dançando o hino do Palmeiras, o Fantasia me propiciou algo ainda mais bizarro menos de dois minutos depois. O cara que ia participar da brincadeira pediu a palavra para se declarar para a Helen Ganzarolli. E o fez: em italiano. Às vezes, acho que eu sou o anormal da história.

2 comentários:

Mané disse...

Estou em uma discussão ferrenha com Igor Mestre para descobrirmos quando Silvio Santos vai mandar as minas começarem a tirar a roupa. E olhando pelo horário (e pelo nome) do Fantasia, que não demore!

Mané disse...

Estou em uma discussão ferrenha com Igor Mestre para descobrirmos quando Silvio Santos vai mandar as minas começarem a tirar a roupa. E olhando pelo horário (e pelo nome) do Fantasia, que não demore!