sábado, 7 de fevereiro de 2009

Páprica

Descobri que não como páprica. Quer dizer... não que eu tenha descoberto algo que vá mudar a minha vida ou tenha percebido que não posso mais comer a coisa mais gostosa do mundo.

Pra falar a verdade, acho que nunca comi páprica. Sabia que isso, popularmente conhecido como tempero, existia por meio da televisão. O Beakman, por exemplo, sempre usava o pozinho vermelho meio alaranjado em algumas experiências malucas, ou então o Jerry sempre fazia o Tom espirrar com a tal da páprica.

O máximo de contato cara-a-cara que tive com a páprica foi tê-la visto uma vez em um vidrinho de temperos da minha mãe. Até abri e cheirei um pouquinho achando que espirraria feito um condenado, mas não. A páprica ficou na dela e eu, na minha.

Nem lembrava mais que existia páprica até esta sexta-feira, quando fui a um restaurante alemão com a Bonie, em alguma quebrada maluca de São Paulo. O lugar era bem legalzinho e comemos lá algum schdruwaitkenstiennitzer com hufflepuff, ou alguma coisa semelhante. Tudo bem gostoso e tal, até que... até que...

Até que tínhamos terminado nossos pratos e eu decidi pegar aquela tirinha de tomate que enfeitava os bifes de schweinsteigernitzer para experimentar. Coloquei na boca e engoli por obrigação, já que não senti um gosto muito bom nas mastigadas. E então segue o diálogo que antecede a tragédia.

“Nossa, Bo, os tomates na Alemanha têm gosto de salsinha”, eu disse.
“Mas isso não é tomate, Fe, é cenoura”, ela respondeu, mostrando outra tirinha.

“Claro que não, isso aqui é vermelho. E olha, tem a parte mais vermelha, da casca, e a menos vermelha, do miolo do tomate”.
“Não, cabeção, isso é laranja e é uma cenoura. Olha só”, ela sugeriu.

Olhei bem e vi que a tirinha de vegetal era mais laranja do que vermelha e... bom, poderia até ser uma cenoura. Chegou então o garçom alemão, perguntou se havíamos gostado do jantar e eu disse que sim. Mas, claro, não consegui segurar a dúvida.

“Eu só não descobri se isso é tomate ou cenoura”, comentei.
“Non, isso ér paprikka”, explicou o oba (garçom em alemão)

“Ah, isso é uma páprica? Nunca parei pra pensar, mas se bobear eu achava que a páprica era produzida já em pozinho na natureza”.
“Non, non... paprikka ér... ér… como se diz aqui em Brasil? Pimentão, isso”, e saiu.

Ou seja, eu tinha acabado de comer pimentão – um dos três ingredientes que eu mais odeio, ao lado de melancia e peixe cozido. Cheguei em casa e vi que páprica nada mais é do que um pimentão seco e ralado...

...urgh, odeio páprica.

4 comentários:

paula r. disse...

é um menino de prédio mesmo.

Bonie disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Juro que eu tive surtos, a Kátia acaba de me perguntar se eu tô bem.

O Herr Ober acha que nós somos burrinhos :)

Fábio disse...

Blergh, acho que eu também não gosto de páprica.

Vânia disse...

Nossa! fantástico o post! eu não te conheço, mas com o trivial "cabeção"da Bonie juro que imaginei a cena!

E eu num sabia que páprica era pimentão, mas num gosto de nenhum dos dois junto a uma lista que só perde da lista da Bonie em relação a comida hauahaua