terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Três, dois, um; yeah!

Tudo um dia termina, talvez.

Minha disposição em escrever sobre todos os meus dias tá tomando esse caminho. A minha folga em levar uma vida completamente desregrada, acordar ao meio dia e tudo mais também.

Muitas, muitas amizades terminam. Fui ao show do Los Hermanos semana passada e eu sabia que uma amiga minha ia estar lá. Quer dizer, como éramos amigos, tinha certeza de que ela estaria lá. Por um momento, até pensei que seria legal a gente se encontrar, e trocar um abraço. Depois não. É melhor deixar acabar. E voltar àquela história de que, se a gente se encontrar, o certo é só falar oi e perguntar se está tudo bem. Não se deve nem dizer, na despedida, "a gente se vê". Pela consideração que a pessoa tem, não seria certo mentir.

Meio mundo termina para mim antes de sequer começar de verdade. E pra eles eu falo que a gente se vê; não preciso ser muito verdadeiro com eles.
Às vezes, acho que muita coisa já terminou para mim. Muita, muita coisa. Mas não quero pensar nisso, tenho andado muito orgulhoso de mim mesmo nos últimos dias. E aí eu paro pra pensar e, sei lá, não é tão ruim o fim de tantas e tantas coisas assim. É bem útil.
O problema é que há coisas que também terminam de um jeito muito rápido. A felicidade é um formigamento no nariz que só dura três segundos. Um momento de silêncio na madrugada, um momento para a foto também.
Tá certo, um formigamento no nariz pra vida toda é ruim, e isso chama rinite. Eu tenho isso e não me sinto muito feliz por meu nariz formigar por mais de duas horas seguidas. E um silêncio maior de, sei lá, quatro horas também. Pareceria que o mundo acabou.
Talvez isso significa que eu tenho que aproveitar mais os momentos.

Tenho feito.

Um comentário:

Mjolnir disse...

Genial, como sempre...
Mas sempre surpreendendo...
" Tá certo, um formigamento no nariz pra vida toda é ruim, e isso chama rinite. "

Isso foi magnífico!
Estamos aí...






Longos dias, e belas noites...