domingo, 13 de janeiro de 2008
Prognósticos australianos, chave masculina
Atual bicampeão do Aberto da Austrália, Federer aparece na lista dos melhores do mundo da ATP com 7.180 pontos (muito abaixo dos 8.120 que chegou a ostentar ao longo de 2007). Mais atrás vem Rafael ‘el toro’ Nadal, com 5.780, enquanto o sérvio Novak Djokovic, o menino prodígio, é o terceiro com 4.315.
Se não conseguir defender o título em Melbourne, o suíço de masculinidade questionável perderá ainda mais pontos no ranking. Se acontecer uma tragédia e cair diante do argentino Diogo Harfield na primeira rodada, por exemplo, ou então não conseguir pelo menos chegar à final, Fedex poderá dar adeus ao topo do mundo se El Toro se sagrar campeão pela primeira vez em um Grand Slam em quadras rápidas. Um feito notável, diga-se.
O problema é que as coisas não são tão favoráveis assim para mudança nos três primeiros lugares do ranking de entradas. Federer, apesar de ter passado por apuros no banheiro na última semana e ficado de fora de um torneio-amistoso em Melbourne, é franco-favorito a mais um título. Primeiro porque é soberano em pisos rápidos (muito embora não se saiba o que esperar do novo plexicushion, piso emborrachado implantado especialmente para o torneio aussie).
Enquanto isso, Nadal não vive seu melhor momento, especialmente porque seus melhores momentos são sobre o saibro. Recentemente, o titio e técnico Toni disse a um jornal maiorquino que o queridinho da Espanha sofre de um grave problema no pé. Sensacionalismo dos periódicos ibéricos à parte, o Mogly de Mallorca passou a ser questionado, especialmente depois de ser atropelado pelo russo Mikhail Youzhny uma semana atrás, no Torneio de Chennai. E, além disso, Nadal aparece em rota de colisão nas quartas-de-final com Andy Roddick, que costuma se dar bem apenas sobre pisos rápidos.
Mas há algum alento para todos aqueles que secam Federer ou pelo menos torcem por um circuito mais disputado: muito provavelmente, o suíço terá pela frente nas semifinais o argentino David Nalbandián. Se seu rival não for o seu algoz nos Masters Series de Paris e Madri no ano passado, talvez possamos ver um duelo entre o tenista ‘será-que-ele-é?’ com Novak Djokovic. E, se o sérvio não enrolar tanto para vencer seus adversários, deverá chegar inteiro para a partida. Tomara.
Outra coisa legal que certamente acontecerá nesta edição do Aberto da Austrália é o duelo entre criador e criatura com o confronto entre Nadal e o também maiorquino Carlos Moyá, nas oitavas-de-final.
Acho muito difícil o aparecimento de azarões na competição masculina. Em todo caso, se for para apostar em alguém menos renomado, escolheria (por falta de opções) o croata Ivo Karlovic, o canhão humano em saques. A chave dele não é tão complicada assim, mesmo tendo o russo Nikolay Davydenko. Mas o primo de segundo grau do Smeagol deve entrar na disputa meio estressado pela perseguição da ATP sobre o escândalo de apostas. Veremos...
Poderia muito bem ter escolhido o espanhol David Ferrer para o posto de azarão, mas o atual quinto do mundo consegue ser o tenista menos ambiciosos do circuito. Em agosto de 2007, quando chegou às semifinais do US Open, disse que já estava satisfeito por ter chegado tão longe e não se importaria se perdesse para o Djokovic. Perdeu. Já em novembro, foi à final da Masters Cup e disse que era impossível bater o Federer, seu adversário na final. Perdeu também.
Várzea: Pela primeira vez em muito, mas muito tempo (desde 1990, se não me engano), o Brasil não teve um tenista sequer inscrito para o quali do Australian Open. No entanto, os mineiros Marcelo Melo e André Sá entram como os possíveis azarões da chave de duplas, após chegarem às semifinais de Wimbledon e às quartas do US Open. Em contrapartida, os tenistas tupiniquins costumam se dar mal em Melbourne, e a única pessoa nascida em terras de Cabral a chegar a uma final na pátria dos cangurus foi Maria Esther Bueno, em 1965...
sábado, 12 de janeiro de 2008
Prognósticos australianos, chave feminina
E, pelo simples motivo de a minha criatividade para escrever outras bobagens está de férias, vou arriscar aqui alguns pitacos sobre as chaves masculina e feminina de simples do torneio. A começar pelas mulheres, claro.
Uma chave da morte fará certamente com que a belga Justine Henin se sobressaia. Número um do mundo, em um momento fantástico após se divorciar do marido e deixar de ser a Justine Henin-Hardenne, a baixinha tem tudo para ver suas principais rivais se matarem nas primeiras rodadas do Australian Open.
Sem adversárias fortes pela frente, ela vai ver a russa Maria Sharapova e norte-americana Lindsay Davenport se enfrentarem possivelmente na segunda rodada. Além disso, seu primeiro jogo mais complicado deve acontecer apenas nas quartas-de-final, justamente contra a sobrevivente do jogo entre a musa russa de 1,88m e a experiente e ascendente Davenport.
É claro que há espaços para surpresas. Como a do ano passado, por exemplo, quando a norte-americana Serena Williams, ainda voltando ao circuito após algumas lesões, chegou à final e massacrou a lindinha da Sharapova. Hoje, a fortona da Serena é uma das mais cotadas para o troféu. Sétima cabeça-de-chave, ela deverá pegar nas oitavas-de-final a minha favorita da chave feminina, a tcheca e escultural Nicole Vaidisova.
A minha candidata a zebra deste ano é a austríaca Tamira Paszek, de apenas 17 anos, atual 39ª do mundo e ex-pupila do Larri Passos (isso, aquele carequinha técnico do Guga). Apesar de estrear contra a terceira melhor tenista em atividade, terá pela frente uma Jelena Jankovic combalida após se desgastar e contundir a coxa na Copa Hopman, na primeira semana do ano.
Se vencer a sérvia, deve chegar fácil às oitavas-de-final, quando provavelmente enfrentará Amélie Mauresmo, que não vem bem no circuito. Se superar a francesa com cara marinheiro tatuado, Paszek ganha ainda mais moral para o seu super teste nas quartas-de-final, contra Serena ou Vaidisova.
Quem também pode se destacar, apesar de pouco conhecida, é a húngara Agnes Szávay, de 19 anos. Após disparar no ranking em 2007, deixando o posto de número 189 e chegando ao 20 em menos de 12 meses – e conseguindo nesse meio-tempo chegar às quartas-de-final do US Open e às finais dos Tiers II (de terceira importância no circuito feminino) de New Haven e Pequim (neste, ganhando de Jankovic na final).
Para chegar longe, a loirinha de Kiskunhalas terá que passar pela russa Svetlana Kuznetsova, segunda do mundo e sua algoz no US Open e no Torneio de New Haven, em partida praticamente marcada para as oitavas-de-final.
Correm por fora também a sérvia Ana Ivanovic, que deverá ser a bonitona com mais tempo em quadra em Melbourne, e a meiguinha russa Anna Chakvetadze, uma das minhas prediletas. Quem também vem forte é Venus Williams, campeã de Wimbledon, mas que nunca levantou a taça na Austrália. Já a eslovaca Daniela Hantuchova terá que vencer a própria inconsistência para se sair bem..
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Insignificância cartográfica
Mas uma das coisas que mais me deixou encabulado quando pequeno na geografia mundial foi descobrir que aquelas manchas azuis na fronteira entre Estados Unidos e Canadá eram os lagos Superior, Michigan, Huron, Erie, e Ontario – mais conhecidos como os Grandes Lagos.
Essa descoberta me causou inicialmente uma grata surpresa: lagos também eram representados em mapas, e não só os oceanos. Então passei a procurar incansavelmente a lagoa do Parque do Ibirapuera no mapa.
Nada mais sensato para um molequinho de quatro, cinco ou seis anos: aquela era a maior reserva aquática que eu conhecia e, se os lagos entre Estados Unidos e Canadá estavam no mapa, por que o de São Paulo não estaria também?
Passei então a procurar no mapa mundi. Não encontrei e tentei em um do continente americano. Após falhar na procura, reduzi a escala para um da América do Sul e, depois, para um apenas do Brasil. Mas o conjunto aquático do Ibirapuera não estava nem no mapa da região sudeste e nem no do Estado de São Paulo. Foi uma decepção.
É claro que naquela época eu não sabia que os Grandes Lagos ocupavam, juntos, uma área de 244,3 mil km² e possuíam cerca de 27,7 bilhões de litros de água. Também não tinha a menor noção de que a lagoa do Parque do Ibirapuera ocupa, no total, 0,15 km².
Mas hoje, embora saiba da insignificância da lagoa do Ibirapuera em nível cartográfico, me sinto extremamente reles quando passo por ela, que por sua vez passa a ser o lugar mais importante do mundo e me traz algumas das melhores lembranças de uma infância alegre. Em certos momentos, dá até vontade de reivindicar uma representação no mapa.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Ficando velho
Poucas pessoas sabem, mas eu me sentia o máximo quando alguém mais velho perguntava em que série eu estava no colégio e eu respondia que tinha acabado de formar. Era sempre igual, e as pessoas que haviam me questionado, fossem quem fossem, sempre repetiam a mesma coisa: “Nossa, sério? Putz, tô ficando velho(a)!”.
Já faz dois anos que terminei o colegial, me estressei com a época de vestibulares e fui aprovado em uma faculdade. E a reação das pessoas ao saberem que você está na faculdade não é tão intensa como quando você acaba de se formar. Vai entender... Mas o fato é que parei de ouvir as pessoas falarem que já estão ficando velhas.
Dia desses lembrei de uma amiga mais nova, com quem eu costumava conversar bastante alguns anos atrás. Depois daquelas conversas de praxe, quando um diz que estava com saudades do outro e blábláblá, chegamos ao consenso de que tínhamos que nos reencontrar e colocar os assuntos em dia. Até que ela disse: “Vamos, vamos marcar sim. Mas espera passar a segunda fase da Fuvest porque aí sobra mais tempo. E aí o meu estresse já vai ter passado”.
Não preciso nem dizer que a minha reação não foi outro que não perguntar “Nossa, sério? Putz, tô ficando velho!”. Ela disse que não, que o tempo tinha passado normalmente. Ela era dois anos mais nova do que eu e, como não repetiu nenhuma série, havia conseguido se formar. Mesmo assim não conseguia entender. Até que ela sacramentou: “Mas é verdade, pensa bem! A gente se conheceu quando você tinha acabado de entrar no segundo colegial e eu, na oitava série. Faz as contas”. Fiz e era verdade: já fazia quatro anos.
Percebi, então, que o começo dos anos é um negócio estranho. É quando aquilo que você estava acostumado a chamar de ‘este ano’ já virou ano passado. E que o ‘ano passado’ há era dois anos atrás. E 2004, que não faz muito tempo era uma lembrança mais do que recente na minha memória, já é considerado quatro anos atrás. O tempo, na verdade, não faz muito sentido.
Outra coisa que me fez ficar meio atordoado recentemente. Quando pequeno, via jogos de futebol na televisão e sempre imaginei os jogadores de futebol muito, mas muito mais velhos do que eu. Até mesmo na Copa São Paulo de Juniores, que só tem atletas novos (hoje em dia, com menos de 18 anos).
Esses dias, no entanto, assisti a alguns jogos da Copinha e vi que todos os jogadores, salvo algumas exceções, tinha cara de moleques muito mais novos que eu. Bom... talvez eu esteja ficando velho, mesmo.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Pequeno mistério da humanidade
Tem muita gente que sonha com suprimentos vitalícios de várias coisas. Uísque, cerveja, jogos de computadores, videogames, chocolate, DVDs de filmes de Hollywood. Eu, se pudesse escolher algum produto para receber de graça para o resto da minha vida, sem dúvida alguma a minha pedida seria de fones de ouvido.
É, fones de ouvido. Daqueles intra-auriculares e bem normais. Basta apenas serem pequenos o bastante para se adaptarem às minhas orelhas, terem um volume relativamente alto e não contarem com fios muito curtos. Isso me evitaria temporadas de questionamentos sobre o universo e, talvez, me faria uma das pessoas mais felizes do mundo.
Pode parecer besteira, mas não é. Não me lembro de nenhum par de fones de ouvido que tenha durado mais do que um ano nas minhas mãos – e nos meus ouvidos, lógico. Sempre suspeitei de que os pequenos reprodutores de sons não iam com a minha cara, mas a confirmação veio apenas há quase quatro anos, quando ganhei meu primeiro (e único) discman.
Foi minha mãe que me deu o tocador portátil de CDs no meu aniversário de 16 anos. O aparelho, Panasonic, veio com um par dos melhores fones que eu já tive na vida. Mas que não tiveram vida muito longa: funcionaram perfeitamente de abril de 2004 até abril de 2005. Depois um dos fones passou a ter mau contato. Consegui consertá-lo com algumas tiras de fita isolante, mas semanas depois ele pifou de vez. E dos dois lados.
Tentei comprar fones quaisquer no camelô da esquina ou um Cougar ruinzinho em uma loja de bairro, mas ambos duraram apenas cinco dias. Um outro que eu tinha em casa, também vagabundo, parou de funcionar depois de duas semanas.
Até comprei um terceiro par em outro camelô, mas não cheguei a usá-lo. Uma amiga minha, que tinha acabado de voltar dos Estados Unidos, disse que preferia muito mais o modelo que eu tinha comprado por R$ 5 a um Sony que ela tinha comprado por algumas muitas dezenas dólares na Terra do Tio Sam e decidiu trocar. Foi o melhor negócio que fiz na vida. E consegui os melhores fones também.
Só que mesmo importado, Sony e tudo mais, o par gringo não durou mais de um ano e apagou em maio de 2006. Com preguiça de ir atrás de um par novo, optei por comprar um MP3 e ter os tais fones 'de graça'. Embora vagabundos, os pequenos reprodutores que vieram com o meu MP3 duraram seis meses. E, então, passaram mais uma vez a falhar.
Até que, após sair da redação em meu primeiro dia de estágio na Gazeta, resolvi me dar um presente: um par de fones decente. Fui à Fnac e paguei 60 pratas em um Phillips, com garantia de um ano. Ele durou uma semana, mas fiz valer meu direito de consumidor e os troquei por um par novo. E eu parecia ter encontrado o sentido da vida.
Em março, comprei meu ipod e ganhei os fones branquelos da Apple, mais do que na moda. Muito melhores que os meus da Fnac e mais confortáveis. Mas seis meses depois o grave do ouvido esquerdo passou a dar problemas e voltei a usar os que eu tinha comprado em 1º de dezembro de 2006. Até porque aqueles sim eram bons, e tinham garantia de um ano!
A segunda semana de dezembro de 2007 chegou e a garantia dos fones Phillips da Fnac expirou. Coincidentemente ou não, o aparelhinho perdeu 70% de sua potência e não consigo mais ouvir som alto. E, agora, tenho me contentado com os fones da Apple, já descascados, desconfortáveis e incapazes de reproduzir sons graves.
Tentei até amenizar isso ouvindo o Acústico MTV da Legião Urbana, mas não deu muito certo. Qualquer batida no bumbo ou qualquer toque de baixo faz o barulho desagradável soar no meu ouvido esquerdo.
Está na hora de comprar um novo par de fones de ouvido, eu sei. E, enquanto sonho com um suprimento vitalício de fones, tento entender o mistério dos tais aparelhinhos. Mas não dá: é algo tão complexo como a origem do universo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Transportes coletivos
Mas nem por isso tomei gosto pelo transporte coletivo urbano. Por sempre morar e estudar, e agora trabalhar perto de uma estação metroviária, acabei sem querer adotando o metrô como meu preferido. E, mal-acostumado, passei a achar todos os lugares a mais de 1,5 km de uma estação extremamente longínquos.
Só que às vezes é preciso ir a alguns desses lugares onde só os ônibus chegam. Hoje, por exemplo. Antes de sair de casa, entrei no site da SPTrans, anotei direitinho o número e o nome da linha que eu deveria tomar e saí de casa. Após chegar ao ponto, passei a esperar pelo Largo São Francisco. Não imaginei que demoraria muito, até porque semana passada, quando precisei andar de ônibus, encontrei vários deles enquanto esperava por outro.
No entanto, as coisas nem sempre seguem a lógica no ponto de ônibus. Durante o tempo em que fiquei parado, de braços cruzados, esperando o Largo São Francisco, vi contados três Perdizes (sendo dois em seqüência), cinco Largos do Cambuci, uns oito que iam para o Hospital São Paulo e... pior: cinco ou seis Paraísos (na hora, lembrei que em 2006 fiquei 40 minutos em um ponto esperando por este trem que, enfim, não apareceu).
Como sempre acontece quando tenho que ir a algum lugar de ônibus, desisto daquele por que eu esperei por tanto tempo e troco-o pelo primeiro que passa por algum lugar próximo ao meu destino. Desta vez, peguei um Parque do Ibirapuera, que parou no mesmo lugar onde eu planejava parar com o Largo do São Francisco.
A volta de ônibus costuma ser pior ainda. Além de sempre esquecer o nome da linha que eu devo tomar na hora de retornar à minha casa (sempre decoro como faço pra chegar, e nunca pra voltar), não tenho muita paciência para esperar. Costumo, então, subir no primeiro que passará em alguma estação do metrô mais ou menos perto de casa. Muito mais fácil e, talvez, até mais rápido.
É andando de ônibus que eu percebo o quão sortudo eu sou por poder fazer todas as coisas necessárias de metrô – muito mais rápido, prático, confortável e ainda evita estresses desnecessários.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Primeira do ano
Corei um pouco quando ela disse isso e respondi que não havia feito nada de mais, apenas tinha repetido as tradições dos últimos anos. Mas isso não tira o mérito do que acabou acontecendo.
Momentos depois de desligar o telefone, desci para encher a cara com alguns antigos amigos do condomínio onde moro. Pela primeira vez nas quase duas décadas de amizade conseguimos descolar de graça o salão de festas (sempre foi cobrada uma taxa ligeiramente salgada para usar o espaço que não tem nada a não ser uma geladeira, um banheiro e algumas tomadas).
Com uma quantidade agradável de bebidas diversas, alcoólicas ou não, conversamos muito. Demos muitas risadas, conversamos, falamos sobre os mesmos assuntos de sempre e alguns outros inéditos, apesar do longo conhecimento de todos os quase 20 presentes no local. Incrível como sempre há coisas inéditas em nossas conversas apesar de tanta convivência.
Enquanto todos conversavam entre todos, o tempo foi passando. E, quando todos perceberam, já estava claro de novo. Pela primeira vez em tantos anos morando no mesmo lugar, todos amanheciam na pracinha, sem sono e nem tão bêbados como era de se esperar. E ainda houve tempo para estourar champanhes. Até que subi para o meu apartamento às 9 horas, caí na cama e só acordei às 13h30. Tenho dormido pouco, eu sei.
Agora há noite, lembrei das palavras da Carol no telefone nos primeiros minutos do ano e me senti mais orgulhoso. Na madrugada deste 1º de janeiro, conversei com alguns dos meus melhores amigos, bebi e me aproximei de outros que não eram mais do que colegas, tive horas incríveis.
Ainda que o risco de queimar a língua seja enorme, passei a imaginar um 2008 bem melhor do que eu imaginava dias atrás. Não custa nada ser um pouquinho otimista de vez em quando.