segunda-feira, 16 de junho de 2008

O tédio e a noite de domingo

Há coisa pior do que um acesso de tédio em plena noite de domingo, ao som da música do Fantástico? Sim, algumas. Mas quando chega esse momento de calmaria lá pelas 21 horas dominicais, fica sempre aquela sensação de que os nossos problemas não têm solução, de que todo o nosso esforço para conseguir sair com aquela garota será sempre em vão, de que o mundo hostil em que vivemos não tem salvação... e por aí vai.

Estava passando por um momento semelhante na última noite de domingo, mas sem um motivo lá muito especial. Acabei encontrando uma amiga online no MSN e, depois das perguntas de praxe (tudo bom, como você tá, novidades, como passou o final de semana?), comecei a desabafar. Meio assim, do nada.

Falei muitas das coisas que mais me incomodavam naquele momento. Digitei, digitei, digitei... e, quando parei para reler, me senti mal. “Mas puta merda, quanta besteira!”, pensei. Reclamei de mim com a Mahh e comigo mesmo.

“No fundo, putz, eu fico aqui reclamando de tanta besteira... e ontem, antes do jogo da seleção de vôlei, vi lá na entrada do Ginásio do Ibirapuera uma mulher em uma cadeira de rodas. Ela não tinha as duas pernas, um braço e uns quatro dedos na mão que restava. Então ela parou para tirar uma foto com um dos animadores de torcida vestidos de jacaré... e lançou um sorrisão, Mahh! Quer dizer... ela lá, toda fodida, mas toda feliz por uma coisa tão besta, enquanto eu fico aqui me queixando meio que à toa! Acho que isso me deprimiu, de verdade”.

“Fê, você quer me ligar?”

“Haha, quero”.

Então liguei para essa minha amiga. Passamos um bom tempo no telefone, e eu simplesmente esqueci que estava em um momento de tédio em uma noite de domingo. E me esqueci de qualquer coisa que poderia me deixar mal àquela hora.

É sempre bom ter para quem ligar em momentos assim.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Elas, sempre elas

(Para uma amiga que faz aniversário)

Sábado de feriado, cidade morta. Por meio de alguns e-mails, consegui marcar de sair com uma grandessíssima amiga, com quem não me encontrava havia mais de ano, de sairmos para tomarmos um café no começo da tarde, na Paulista. E acertamos: 15h30, no escadão.

Deixei a redação lá pelas 14h35, fui almoçar e o telefone tocou. Um número que eu não conhecia, devia ser ela.

– Onde você tá? – perguntou. Era ela.
– Almoçando, e você?
– Também, na galeria 2001.
– Tá, quando sair daqui vou pro escadão. E te espero lá.

Engoli a comida rapidamente. “Galeria 2001 deve ser aquela da locadora 2001, aqui no quarteirão ao lado. Daqui a pouco ela chega lá”, pensei, já me apressando.

Cheguei ao escadão um pouco antes das 15 horas. Sentei na única sombra e esperei, ansioso, olhando para dois lados da calçada. Vários casais, várias garotas sozinhas ou acompanhadas... e nada de ela chegar.

Esperei cinco, dez, 15, 20, 25, 30 minutos. Deu 15h30 e nada de ela aparecer. Continuei lá, sentado. Às 15h40, no entanto, meu telefone tocou mais uma vez. Um número já conhecido, era ela.

– Oi, tô saindo aqui do Conjunto Nacional. Daqui a pouco eu chego!
– Peraí, você não tava do lado da 2001?
– Não, tava aqui no número 2001 da Paulista. Mas tô chegando.
– Hahaha, tudo bem. Só que não precisa ter pressa, tá?
– Não?
– Nah, tá mó delícia ficar aqui fritando no sol, sabe?
– Foi uma ironia isso?
– Hahaha, mais ou menos.

Ela chegou um pouquinho antes das 16 horas e não pôde deixar de tirar uma comigo: “nossa, como você tá corado!”, brincou. Poderia ter respondido mil e uma coisas, mas era tão bom rever aquela amiga que não rebati à altura. “Nossa, você continua baixinha”.

Passamos horas – que na verdade pareceram rapidíssimos minutos – conversando. Na verdade, monologando. Tinha um ano e meio de novidades para contar e ela, como sempre, estava pronta para me ouvir. E se orgulhar de cada entrevista que eu falava que tinha conseguido, se surpreender com cada detalhe de algum outro assunto que eu relatava.

Naquela tarde também ouvi uma das coisas mais legais dos últimos meses. Depois de contar a novela e tanto que vivi há algum tempo, e ela ficou me olhando alguns instantes com a boca entreaberta e disse: “prazer, eu”.

Perguntei como assim e a resposta dela foi de bate-pronto: “nossa, você tá completamente diferente. Tá muito mais seguro de si, decidido. E parece estar tão bem mesmo depois de tudo isso que você me contou!”. Perguntei, já prevendo a próxima fala, se antes eu era apenas um moleque chato e inseguro que reclamava da vida. Ela sorriu: “uh, e como!”.

Deixei-a em casa e voltei para a minha cantarolando alguma música no trânsito, feliz da vida. Tinha sido uma tarde e um início de noite e tanto. E valeu a pena esperar aquela hora a mais no escadão. Muito.

Tudo isso só me faz pensar em uma coisa: talvez seja por isso mesmo que as mulheres se atrasam tanto. Para que nós, homens impacientes, possamos valorizar ainda mais cada momento ao lado delas.

Humpf, como se precisasse.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Inquietações

Coloquei a cabeça sobre o travesseiro e não consegui dormir. Era um dia frio, tinha trabalhado um bocado nas horas anteriores e estava um bocado cansado, mas não consegui fechar os olhos e partir para uma outra dimensão.

Fiquei virando de um lado para o outro na cama. Me cobri com mais um cobertor, depois tirei os dois de cima de mim. Liguei o rádio, a televisão. Desliguei ambos após alguns minutos. Contei carneirinhos, pensei em coisas tranqüilas e depois em nada. Nada. Não adiantou.

Algo me atordoava naquela noite fria, e eu sabia o que era: tinha errado. Um peso enorme pairava sobre a minha cabeça, que mal conseguia dar conta da volumosa cabeleira que se instaurara após quatro meses sem aparar minhas melenas. E era esse peso extra que me incomodava.

Sabia muito bem que esse erro, causado puramente por causa dos meus impulsos, me traria conseqüências graves. A primeira era esta: perder uma noite de sono por causa da minha inquietação, e isso refletiria no meu trabalho – um expediente depois de uma noite insone seria complicado, pesado, lento.

Esse deslize, essa sombra negra que pairava sobre a minha consciência destoava do meu histórico de criança tímida que tinha medo de errar. Essa escorregadela poderia ser um marco para a minha vida, e fazer com que eu me arrependesse para sempre de tê-la cometido.

Estou inquieto. Preciso desabafar. Preciso confessar esse meu erro. Cometi um maldade, descumpri o oitavo mandamento. Pequei. Desonrei a religião, a Igreja, os santos, os anjos. Desonrei a mim mesmo.

Desculpe, mãe, mas errei. Justamente eu, que (quase) sempre dei motivos para que se orgulhasse de mim e (quase) nunca dei motivo para que se decepcionasse. Vacilei, só que não resisti àquele sabonetinho que eu não usaria em meu último dia em Porto Alegre e o coloquei na mala, trazendo-o para São Paulo.

Agora eu fico aqui, me perguntando o que diabos vou fazer com essa merdinha inútil que surrupiei do hotel que me recebeu em Porto Alegre. Sei que ele vai se desfazer por completo na metade do primeiro banho ou cairá pelo ralo se o deixar para lavar as mãos. E enquanto me faço essas questões, escrevo essas bobagens.

Ah, falta do que fazer...

sábado, 7 de junho de 2008

Sobre as noites de sexta-feira

Ah, a noite de sexta-feira!

O momento mais esperado da semana por toda a população mundial. É quando os universitários saem de suas faculdades e vão encher a cara no bar. É quando os trabalhadores saem de seus empregos e vão encher a cara no bar. É quando aqueles que não trabalham e nem fazem faculdade saem de suas caras e também vão encher a cara no bar.

Eu, com todo esse meu jeito esquisito de ser, tinha uma relação diferente com a noite de sexta-feira quando mais novo: em minha época de estudante no colégio, por exemplo, adorava ligar um Ramones lá pelas 11 da noite, sentar à beira da cama e fazer todas as lições de matemática e física.

Já crescido e afastado do mundo dos números, percebi que esse meu jeito, ahn, exótico de aproveitar uma noite de sexta-feira não se afastou de mim. Prova disso foi como aproveitei a minha última noite mais esperada da semana.

Assim que meu relógio marcou seis da noite, encontrei com o Pilatos pelos corredores do 12º andar do prédio do trabalho e comentei: “Cara, que puta inveja. Todo mundo voltando pra casa e eu aqui, trancado no prédio. E mesmo meu expediente terminando daqui uma hora, ainda tenho mais um tempinho de tortura na faculdade”. Não sei por que, eu achava que havia como ter bom proveito naquela sexta-feira.

Saí da faculdade, fui para o bar para assistir ao jogo do Brasil e voltei para casa no intervalo da partida. Ainda vi os minutos finais da vexatória derrota para a Venezuela (em Boston!), jantei e me vi num marasmo danado. Nada de muito interessante na televisão, MSN às moscas... putz!

Acabei abrindo a geladeira, encontrei uma Bohemia solitária e voltei para a sala. Coloquei a latinha sobre a mesa, abri alguns sites especializados e me pus a adiantar o trabalho de amanhã: fui pesquisar um pouco mais da carreira da Ana Ivanovic, que joga a final de Roland Garros dentro de algumas horas com a Dinara Safina.

Sim: workaholic assumido, passei a noite de sexta-feira trabalhando. Esqueci o mundo lá fora e passei a anotar todos os feitos notáveis da morenaça sérvia, já preparando algumas notícias de repercussão para quando a partida acabar. Esgotada a procura, me preparei para anotar algumas coisas da Safina – feiosa, tadinha. Mas assim como fiz há 52 semanas, deixei de lado a busca da tenista menos credenciada para o título (veja só, no ano passado eu havia pesquisado sobre a Justine Henin e menosprezado a Ivanovic!).

Abri mais uma cerveja, liguei a televisão em um telejornal qualquer (e grande parte das notícias que ouvi eram de Porto Alegre: incrível como as cidades para as quais eu viajei este ano passaram a ganhar um destaque enorme nos noticiários). Abandonei mesmo a pesquisa sobre a Safina e decidi me preparar para dormir.

Bom, vou mesmo dormir. Tenho que estar de pé dentro de poucas horas para transformar em cascatas toda essa minha pesquisa sobre a Ivanovic. Resta torcer agora para que a carismática e bela tenista balcânica não faça com que a minha noite de sexta-feira tenha sido vã e ganhe amanhã. Isso me pouparia um trabalho enorme.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Convite para um jantar

Era quarta-feira quando me colocaram para trabalhar de manhã. Como não dormi muitas horas durante a noite anterior, acabei voltando para casa lá pelas 4 da tarde um bocado cansado e peguei no sono, com televisão ligada e tudo.

Só fui acordar um pouco depois das 7 da noite. Completamente descansado, mas totalmente atrasado para a faculdade. Como já havia perdido a melhor aula do dia e a outra não me acrescentaria muita coisa, resolvi ficar em casa. Fazendo? Nada.

Mas o tédio rapidamente me pegou. Sem muito pestanejar, no entanto, pensei em convidar alguém para fazer alguma coisa. Cogitei um ou outro amigo para um chope, uma ou outra amiga para um café. Só que, como precisava de algo um pouco mais do que isso, resolvi me convidar para visitar e jantar com alguém muito mais especial.

Peguei o celular e fiz o convite. “Pode parecer estranho eu te ligar para propor isso, mas... poxa, você vai fazer alguma coisa daqui a pouco?”, perguntei, com a minha corriqueira insegurança para chamar alguém para sair. Ela poderia estar cansada depois de um dia cheio, ou então poderia ter marcado até alguma outra coisa com alguém.

“Não, por quê?”, respondeu a voz feminina do outro lado da linha. “Ah, não fui para a faculdade e pensei em passar aí, te visitar e jantar com você. Pode ser?”, arrisquei. “Nossa, claro! Você já tá vindo, então?”. "Uhum”.

Antes de sair, tomei banho, coloquei a calça de que mais gosto, vesti uma camiseta que me deixava com cara de sério, fiz ligeiramente o contorno da barba e tentei dar um jeito no cabelo. Precisava estar bem vestido, pois iria jantar com ninguém menos do que a mulher da minha vida.

Saí de casa, entrei no carro, fiz o já conhecido caminho e estacionei na frente do prédio. O porteiro, que já me conhecia de longa data, nem me anunciou no interfone. Abriu a porta, me cumprimentou e falou para que subisse. Toquei a campainha, o cachorro latiu e, assim que a porta se abriu, começou a fazer festa para o visitante.

Jantamos e colocamos o assunto em dia até que, passado um bom tempo naquela noite agradável, chegou a minha hora de voltar para casa. Antes de ir embora, peguei as coisas que havia deixado sobre a mesa da sala e agradeci pela companhia.

“Obrigado, viu? Fazia um tempão que eu não aproveitava tão bem uma noite assim”, comentei. “Obrigado você. Adoro quando você me liga do nada, e o convite foi lindo. Obrigada”, ela respondeu. “Te amo, tá?”, disse eu. “Também te amo. Muito”.

Demos um abraço e um selinho. Entrei no carro, liguei o motor e, antes de acelerar, vi que ela ainda me olhava pela janela. Dei a partida feliz da vida de volta para casa, depois de jantar com a minha mãe.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Frases esparsas em uma coletiva de imprensa

Uma mão firme, guiada por um olhar brilhante e sonhador, rabiscava algumas palavras em um bloco de papel enquanto Ricardo e Emanuel, favoritos ao ouro olímpico no vôlei de praia, contavam suas metas antes de embarcarem para a China. Várias mãos escreviam o que a dupla dizia; mas uma, em especial, simplesmente ignorava os atletas.

Aquela mão, aliás, não escrevia nada relacionado a esporte. Seu dono estava em qualquer lugar, menos naquela coletiva de imprensa. Aquela mão, não; aquela mão estava ali. Seu dono... ah, seu dono sim estava a algumas centenas de quilômetros dali.

E relatava, com letras firmes e ininterruptas por uma rasura sequer, um pensamento qualquer:

Costumávamos nos corresponder com uma sintonia tão perfeita que até me assustava. Pensávamos nas mesmas coisas ao mesmo tempo, mandávamos mensagens ao mesmo tempo e ríamos da mesma piada no mesmo ritmo.

Hoje percebi o que quer dizer um dia ruim de verdade. É aquele em que eu me pego pensando em você, tenho a vontade de te ouvir e, ao tirar o telefone do bolso para te ligar, ele toca. Mas quem me liga são meus amigos, meus chefes, minha mãe... e até mesmo um bêbado ligando errado.

Um dia ruim é aquele em que eu olho para o celular o tempo inteiro e você não liga. Um dia ruim, meu bem, é aquele em que eu não ouço a tua voz.

Aquela mão só tremeu em um momento naquele evento de imprensa: quando a resposta daquelas palavras, transformadas em e-mail, chegou. Mas não foi um tremelique vão. Tinha bons e grandes motivos, resumidos em duas frases:

Um dia ruim é pensar, mesmo que por um segundo, que eu não vou mais te ter...

Ah, amor, como eu preciso de você...

domingo, 1 de junho de 2008

Onde está Wally? – parte 6 (final)

São Paulo (SP) - Aproveitei a tarde de sábado para dar uma volta nos arredores. Saí sem rumo e fui parar no Parque da Redenção, uma espécie de Ibirapuera em escalas menores. Com as mãos nos bolsos, sobretudo por causa do frio cortante, andei por uma feirinha que rolava por lá, o Brique, margeei os lagos que há por lá e acabei caindo na parte central do parque.

E foi justamente na parte central que uma gaúcha com vozeirão e mais de 1,80m de altura me intimou, no bom sentido da palavra, a assistir a uma peça de teatro que começaria por ali. Depois descobri que era do grupo de rua Oigalê. Peça típica, extremamente bem feita e com atores talentosos e engraçados. Muito bom.

Não demorou muito para experimentar o chimarrão. Embora um bocado amargo, passei a gostar da bebida por ser quente (e naquele fim de tarde era mais do que necessário algo bem quente) e por causa das tradições, e regras, e coisas do tipo. E a coisa mais legal em Porto Alegre é ver quase todas as pessoas andando na rua com cuia, bomba, garrafa térmica e pacotinho de mate para preparar a bebida e tomá-la onde der vontade.

Também aprendi que um bom bebedor de chimarrão não pode encostar na bomba. E se demorar muito para beber todo o conteúdo da cuia, certamente vai ouvir que está com um microfone na mão. Mas chimarrão é legal, e lamento muito ter esquecido de comprar um kit para mim também e começar a tomar durante o inverno.

Aproveitei minhas últimas 24 horas na capital do Rio Grande do Sul e provei um churrasco – feito, aliás, apenas por mãos femininas. Ainda tive tempo de ouvir gozações por causa do meu ‘sotaque’ paulistano: ao descobrirem que havia um paulista na mesa, alguns dos presentes viravam para mim e lançavam um “E aí, meu, sussa?”. Inocentemente respondia “Opa, sussa”, para alegria geral.

Meu dia derradeiro em Porto Alegre teve a cara de um domingo. Enrolei até o último instante (12h45) para sair da quente e agradável cama do hotel, tomei café da manhã às 13h30, peguei as malas no hotel e fui para o aeroporto. Fiquei tomando chimarrão com a juuuliana até praticamente a hora do meu embarque.

Foi deveras agradável andar de avião sob a luz do dia pela primeira vez em meu currículo de viagem. Foi ainda mais legal chegar ao saguão de desembarque de Congonhas e ver minha mãe lá, me esperando, com um baita sorrisão. Também foi legal andar no trânsito caótico de São Paulo, entrar em casa...

Mas quer saber? Foi triste deixar Porto Alegre. E me dói um pouco imaginar que amanhã não vou tomar café com leite na vendinha perto da Independência, não vou ouvir palavras como tu, bergamota, aipim, negrinho (que na verdade é brigadeiro), lomba (ladeira), sinaleira (semáforo) e, muito menos, roleta. Ou, então, que amanhã não vou tomar chimarrão e nem sentir um frio cortante. Nem ver aquele céu de puro azul que só Porto Alegre tem.

Não há melhor forma para encerrar a série Onde está Wally?, que contou quase detalhadamente a minha inesperada e insana 11ª viagem, do que fazendo uso do refrão do hino porto-alegrense: “E quem viu teu sol poente não esquece tal visão. Quem viveu com tua gente deixa aqui o coração”.