quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Previsões, adiamentos e a calça maldita

Era um início de tarde de terça-feira. Julio Simões e eu nos espremíamos para passar no meio de muitas, muitas pessoas que se amontoavam na frente do Stand Center (cujo logotipo, aliás, é coincidentemente muito parecido com o do Sports Center, da ESPN).

“Esse é o pior lugar pra passar”, disse o Julio, no mesmo momento em que eu pensava a mesma coisa. “É... e vai ficar ainda pior quando começarem a reformar a calçada aqui na frente”, emendei.

Logo em seguida, não sei bem por que, entramos no assunto Law Kin Chong. E o Julio previu:

“É bem capaz que o próximo lugar a ser fechado seja aqui”...
“Humm... não sei. Se fecharem aqui, a economia de São Paulo pára”, exagerei.
“E também... bom, eles abrem de novo, como sempre”.
“Falando nisso, bem lembrado: preciso passar aqui na volta do almoço”.

Então, depois do almoço, já de pandu cheio, tive preguiça ao chegar na frente da Estação Trianon-Masp: “Ah, eu vou lá amanhã, vai. Hoje não”. E voltei pra casa em vez de ir ao Stand Center.

E então o destino se vingou: não bastasse estar uma chuva mais do que intensa na Paulista por volta das 14 horas desta quarta-feira e o meu guarda-chuva ter literalmente virado do avesso e parado de funcionar no meio da tempestade, cheguei ao Stand Center e o local estava fechado, lacrado.

Otimista, até pensei que poderia o fechamento ser apenas temporário, como todos os últimos. Mas mais tarde, passando à frente do local com a Carol, apenas constatei minhas certezas ao ver a placa de 'interditado'.

E eu, que poderia ter ido ontem ao reduto xing-ling na Avenida Paulista, passei o resto do dia pensando naquele velho e terrível ditado de não deixar para amanhã o que poderia ter sido feito hoje...

Calça maldita: Como já disse anteriormente neste espaço, costumo não usar a minha memória para fins lá muito úteis. Uma das coisas que eu costumo lembrar é a roupa que usei em determinado dia. E por causa disso elegi a calça de roupa que me acompanhará nos piores momentos profissionais.

Tudo começou quando eu fui para Itu em outubro para um treino do Botafogo e, digamos, não foi lá uma das melhores experiências profissionais que alguém pode ter. Nada contra o time de General Severiano, diga-se.

No final de novembro, novamente usando a mesma calça azul-bem-claro, fui para o Grand Champions Brasil. Um sufoco. E também estava com ela semana passada, quando fui a uma coletiva da Confederação Brasileira de Tênis. Nenhum problema na pauta, não fosse o fato de eu ter derrubado um bom bocado de café nela antes de ir para a entrevista.

Hoje, já ressabiado, acabei vestindo-a. Como já disse, não foi o meu melhor dia. E, como não fez calor, passei o resto da tarde com as pernas (bem) molhadas. Superstições à parte, começo a ponderar a idéia de aposentá-la.

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