quarta-feira, 31 de outubro de 2007

É tetra!

Quando enviei um e-mail contendo os dizeres “É TEEEETRAAAAAAAA!! É TEEEEEEETRAAAAAAAAAAAAAAA!!! É TEEEEEEETRAAAAAAAAAAAA!!!” para o Emanuel às 13h54, não recordava mais que tinha acordado hoje com um péssimo humor. Não me lembrava também de que, quando botei o primeiro pé para fora de casa, o que eu mais queria era pisar dentro da toca novamente e não sair dela.

Depois de enviar o e-mail, no entanto, tive apenas a constatação de um fato que surgiu tímido para mim alguns dias: teria sido o mês de outubro o meu melhor durante o ano? Pretensão pensar assim, mas hoje apenas confirmei algo que já aparecia como uma certeza desde os seus primeiros dias.

Por que outubro foi tão especial para mim? É difícil dizer. Desde os meus primeiros anos de vida, os três últimos meses do ano têm uma atmosfera diferente dos demais. Eles já nascem com uma tendência mais animadora, sei lá. Mas imagino que, desta vez, algumas coisas foram além do tradicional.

Muitos fatos justificam esse meu otimismo ao falar sobre outubro de 2007. Muita gente fica mais feliz quando sente melhoras no campo amoroso, por exemplo. Comigo, confesso, não foi diferente. Tive uma sentida evolução em relação aos últimos meses. Obviamente que as coisas poderiam terminar até que de uma forma melhor, mas isso não vem ao caso agora. E não é nem de perto o motivo para o meu bom humor.

Algo que talvez tenha um pouco a ver é o fato de que, em outubro, rearranjei brechas para ir ao cinema depois de muito tempo longe das telonas. Ainda que não tenha assistido a nem um décimo de tudo o que eu tinha vontade, consegui ver filmes muito melhores do que eu imaginava.

Além disso, consegui aproveitar mais um pouco da minha vida social. Bebi mais com amigos tanto em finais de semana como no meio dela. Dei mais risadas, tive mais assuntos... até fui a uma balada, algo que eu não suporto muito. Abri novas portas para amizades e até voltei a falar com uma amiga com quem há alguns meses sequer havia trocado um oi nos arredores da Cerqueira César. Sem motivos especiais; apenas puro orgulho de ambas as partes.

Outro campo que não poderia deixar de ser citado, claro, é o profissional. A bordo dos carros da FCL, voltei a sentir o prazer de pegar a estrada e viajar. Fui para Itu, fui para Barueri... e justamente na cidade metropolitana atingi o meu melhor momento na curta carreira de 11 meses de estágio: a entrevista com o Mika Hakkinen, obtida por pura sorte, e com alguns instintos de Thiago Bronzatto - fenômeno do jornalismo brasileiro - e conselhos valiosíssimos do Mané - aquele que eu quero ser igual quando crescer. Ainda andei de Mercedes, fiz uma especial da NBA, voltei a cobrir os torneios de tênis com relativa freqüência... e até encerrei o meu expediente do mês com uma notícia escrita de forma prazerosa.

É óbvio que tudo isso causou reflexos por aqui. Outubro de 2007 foi o mês mais abastado de postagem na curta história deste singelo blog. Com esta, foram 26 as minhas postagens no Cavaleiro com Solitária (superando, curiosamente, outubro de 2006, que batia o recorde com 16 textos), que ganhou status de diário a partir do dia 10.

Além disso, os acessos a esta página desconhecida e mal diagramada aumentaram em incríveis 72 pontos percentuais. O mais importante, porém, foi o fato de que ainda escrevi alguns contos - piegas, eu sei, mas nunca me senti à vontade para criar contos. Dessa safra, este aqui, por sinal, é um dos poucos textos que eu escrevi e que tenho vontade de reler diariamente.

Outubro também me fez criar raízes com este blog, que durante os cinco primeiros meses de 2007 por pouco não foi extinto. Ou melhor. Como disse o Julio (brilhantemente, aliás), percebi que “ter um blog realmente é como ter um cachorro. Você vai estreitando relações com ele e quando vê, ele já é indispensável no dia-a-dia. Praticamente uma dependência, pelo menos para quem gosta de escrever”.

E quanto a novembro? Bom... há a possibilidade de eu voltar a trabalhar de manhã, ainda que apenas durante o mês 11, com expediente das 7 às 12 horas. Ou algo do tipo. O que me faria acordar às 5 da manhã, coisa assim. Ruim?... Se fosse ruim, não teria enviado o e-mail para o Emanuel. Foi justamente por causa dessa mudança de expediente que senti vontade de comemorar o tetracampeonato da seleção brasileira (foi a primeira coisa que me veio à cabeça no momento).

Agora...

Imagino o estranhamento que o Mané teve quando recebeu um e-mail ensandecido, à lá Galvão Bueno, daquele que, nas últimas semanas, sempre mandava mensagens se queixando de alguma coisa diferente a cada dia.

Um comentário:

Mané, Mengão por um dia, disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

Laughin' out loud!

Tá explicado, mais do que explicado, e - acima de tudo - apoiado!

Que maravilhoso apanhado do mês! E que perspectiva para o final do ano! E que bela descrição juliosimoesiana para os blogs! E que bela nota do Karlovic e do Federer e do Nalbandián e da Masters Cup! E que...

E que mês, meu amigo! E que mês!